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In this podcast Ricardo discusses the importance of characterizing the successful execution of a project by the regularity and precision of results and not by overcoming the plan. The project plan should be implemented and not necessarily overcome. The worries with deadlines and challenging costs should be part of initial planning and not part of [...]

(This podcast is also avaiable in Brazilian Portuguese. Listen the Portuguese version)

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  1. Olá Ricardo e demais colegas,

    Excelente o tema escolhido dessa vez, não apenas pela pertinência, mas pela atualidade. Temos percebido uma postura diferente nas discussões com relação ao que é sucesso em projeto. O foco no cumprimento de escopo, custos e prazo tem deixado de ser a tônica das análises de sucesso. Esta tem sido focada no impacto que o projeto provoca nos objetivos organizacionais.

    No podcast o Ricardo explicita a necessidade de que as definições de objetivos sejam desafiadoras. Uma vez que a superação do desafio estaria implícita no cumprimento do escopo dentro do prazo, custos e parâmetros de qualidade, então o projeto seria bem sucedido. Cremos que a regularidade no andamento do projeto conforme planejado é sem dúvida uma condição de sucesso. É necessária, mas talvez não suficiente.

    Além da componente desafiadora nos objetivos do projeto (natural em função do pioneirismo implícito em qualquer projeto) há uma outra componente talvez tão ou mais importante: a assertividade na definição do objetivo com relação aos impactos que provocarão no negócio. Ou seja, um projeto pode ser sucesso pela regularidade da execução (conforme o podcast do Ricardo), mas não provocar o impacto necessário nos negócios da organização. Nesse caso, seria um sucesso de gestão do projeto, mas o projeto em si não seria um sucesso para a organização (que teria a relação custo X benefício do projeto aquém da expectativa).

    Exemplos:

    1- um campanha de divulgação cheia de metas desafiadoras, mas que no final não impacta as vendas da forma prevista (ou necessária)

    2- A construção de um prédio em tempo e custos desafiadores, mas que depois de pronto verifica-se que não é suficiente pra resolver o problema.

    3- O lançamento de um novo produto inovador, mas que não gera o faturamento esperado.

    4- Etc.

    Proponho, então, ao Ricardo que complemente o podcast tratando desse outro aspecto do sucesso em projetos. Não sei se a questão seja diferenciar o sucesso no gerenciamento do projeto do sucesso do projeto propriamente dito.
    Enfim, parece que há uma lacuna relacionada ao sucesso em proejtos que ainda precisa ser preenchida.

    Abraços

  2. Farhad Abdollahyan says:

    Caro Ricardo,

    Sucesso é que nem a BELEZA. Como diria em inglês: “The beauty is in eyes of the beholder!”, ou seja, depende da ótica de stakeholder que está avaliando o projeto.

    A meu ver, quando falamos de sucesso no contexto de projeto, temos que distinguir
    (1) o sucesso na visão do iniciador, do cliente ou do patrocinador visando geração de um valor atrelado ao negócio do projeto que pode ser obtenção de benefícios e retorno tangíveis e intangíveis, eliminação de problemas e gargalos, ou ainda cumprimentos de leis e demais exigências externas ou internas à organização que solicitou o projeto e a organização que executa/fornece a solução;
    (2) o sucesso na visão do gerente do projeto que é incumbido a entregar produtos, serviços e resultados dentro das premissas e restrições ou aquele que é esperado do preposto do cliente, isto é fiscalizar e gerenciar o contrato com o fornecedor.
    (3) O sucesso na visão dos demais stakeholders.

    Em outras palavras, há vários níveis de objetivos/metas e vários “sucessos” que em certos casos geram resultados paradoxais. O mesmo projeto pode ser considerado um sucesso tremendo e um fracasso retumbante.

    O projeto pode ser considerado um fracasso total na visão do GP (atrasado, com custo estourado e escopo não aderente ao requisito) e ser um sucesso na visão do cliente – exemplo Ópera de Sidney.

    Ou vice-versa: O Terminal 5 de Heathrow por exemplo, foi construído no prazo e dentro do orçamento, mas devido aos sistemas e falha no treinamento causou um caos aéreo no Reino Unido.

    Mas, agora é considerado um aéroporto modelo…

    Sempre falo para meus alunos e clientes que para cada projeto devemos definir claramente quais são os indicadores de sucesso do negócio do projeto (relação benefício/custo e demais indicadores de valor) e KPIs para avaliar o Gerenciamento do Projeto (escopo, tempo, custo, qualidade, etc).

    Concluindo, o sucesso é conjunção de ambos esses fatores.

  3. Olá Ricardo,boa noite.
    Como sempre, mais um ótimo tema escolhido para o 5min PM podcast.
    Sou um mega fã de seu trabalho. Tenho todos os seus livros e acompanho o seu site diariamente.
    Tenho frequentado palestras cujos temas envolve o desenvolvimento no Brasil para os próximos 6 anos, copa do mundo e olimpíadas. Também tenho feito nessas palestras, a mesma pergunta:
    Como serão administrados esses mega ivestimentos/projetos após os eventos (copa e olimpíadas)?
    Será que tudo vai cair no vale do esquecimento?
    - Ainda não ocnsegui obter uma resposta que me satisfaça.
    Fico preocupado, pois são raras as pessoas que discutem esse assunto.
    Gostaria muito que você abordasse este assunto em um de seus podcasts.
    Um forte abraço,

  4. Alejandro R. Penas, PMP, ITIL says:

    Prezado Ricardo,

    Excelente, muito bom, gostei muito quando você mencionou sobre objetivos desafiadores.

    Após ler os comentários do Renê G. Ruggeri e do Farhad Abdollahyan, obtive a seguinte conclusão:
    Deveríamos distinguir entre o sucesso do projeto e o sucesso do produto ou serviço gerado pelo projeto. Ao fazermos está distinção, creio que ficará mais claro entender porque o sucesso do projeto não garante por si só o sucesso do produto ou serviço gerado por ele, da mesma maneira um projeto não bem sucedido pode gerar um produto ou serviço bem sucedido.

    Gostaria de aproveitar a oportunidade para lembrar às pessoas de terem muito cuidado para não cair na armadilha de Scope Creep e desencorajá-los para não fazerem Gold Plating.

    Muito obrigado

    Atenciosamente

    Alejandro

  5. Christiana Issa says:

    Excelente!
    Didático e objetivo.

  6. Osvaldo Ramos de Oliveira says:

    Prezado Ricardo,
    Fantástico esclarecimento de sucesso em um projeto. Temos exatamente a tendência de querer fazer sucesso, produzindo mais com menos, como você muito bem colocou. Isso, muitas vezes nos leva a abrir mão de parte de nossos objetivos planejados para reduzir custos ou ganhar tempo alterando o planejamento inicial e levando, em muitos casos , a conseqüências não previamente imaginadas.

  7. Adão A. Cézar says:

    Prezado Ricardo,
    Inicialmente quero agradecer por eses dois temas, que para mim estão contribuindo enormente para mudanças de alguns paradigmas em minha carreira, atualmente trabalho com implantação de sistemas e novos produtos e percebo que estou mudando gradativamente para a área de projetos tanto que estou estudando e buscando me especializar nessa área e procuro usar alguns conceitos e ferramentes no meu dia-a-dia, o tema desses podcasts veio de encontro com uma realidade que tenho vivido em campo nesse ultimo semestre onde estava convicto que ao pegar um cronograma ja definido e entregando com um tempo bastante otimizado estaria ofertando mais um caso de sucesso. Ao entender esses “novos” conceitos percebo a grande necessidade de ao entrar nesse ramo (gerência de projetos) temos que buscar um conhecimento sistemico do negócio envolvido para não escondermos falhas de planejamento colocando datas muitos estensas ou valores irreais para conclusão. Uma vez que tenhamos um embasamento podemos partir na busca de desafios maiores e bem fundamentados.
    Um abraço
    Adão A.Cézar

  8. Gerusa Lima says:

    Creio que uma das lacunas seria identificar a real necessidade e demanda desse projeto.

  9. "Mike" says:

    Ricardo, voce deveria escrever um livro sobre o “sucesso” voltado pra GP. Muita empresa acha que sucesso é “superar as metas”, e a pergunta que fica, e o resultado?

    É ele que vai te medir de fato.

  10. FRANCISCO TAVARES says:

    > sucesso é diferente de superar
    > no objeto superar os desafios que devem esta incluido no plano de gerenciamento
    > adiantar demais ou gastar de menos nao é sucesso – a regularidade é fator para sucesso
    > cumprimento do plano

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